De fino trato, ou tira-gosto...



Não importa a temperatura do Homem do Tempo
Sem abrir janelas fechadas ao tempo da Candinha
Deixamos nossos corpos suados entregues ao prazer
Encontramos em vôo único o fio mágico e incolor...

Não importa das previsões programadas e desenganadas
Sem abrir portas fechadas ao dogma social e imposto
Deixamos nossas vidas em rumo de caso na ilusão do acaso
Encontramos de nossos olhos a liberdade em nossa verdade...

Não importa do andar separados sem dar sequer as mãos
Sem mostrar desenganos seguimos caminhos no alheio
Deixamos nossa escolha evitar do escárnio o crédito
Encontramos em nossos passos o canto em compasso...

Não importa sumir na poeira deixada em cores singelas
Sem fazer Carnaval coberto em falsa e colorida bandeira
Deixamos do amanhã vivendo a realidade somada em par
Encontramos no riso o improviso ao descobrir da empatia...

Não importa criar disparidades de viver em mundo absurdo
Sem fazer Guerra de palavras na busca em infinda ciência
Deixamos da galhofa nascer comercial jingle de aceitação
Encontramos no parvo a deixa do espaço fingir ter mérito...

Não importa ter asas na imaginação e sentir da intromissão
Sem esconder e apagar da tela alguns dizeres da escrita
Paramos e ficamos olhando do carinho
Da bendita Benedita:

- Olá, crianças!
- A porta estava aberta e não resisti ao silêncio.
- Hum!!!
- Quer dizer que além de carinhos a quatro mãos!
- Também, escrevem a quatro mãos?
- Posso ler?
- Desculpem, não quero ser intrometida.
- Mas quando sinto do ar uma brisa fresca...
- Não liguem, é brincadeirinha...
- Sabem gostei do estilo homótono...
- Lembra do arco-íris nas cores mescladas em rosa e azul!
- Já vi esta bandeira em algum lugar!
- Calma, não vou dar bandeira!
- Vocês vão publicar?
- Qual o título?
- Posso sugerir?
- Vejamos...
- Olhem, eu estava preparando um tira-gosto...
- E ao ler este texto associei o preparo do prato.
- Não é picante demais, não esconde o gostinho original.
- Tem a uniformidade tostada no ponto certo.
- E para não fugir a forma vamos usar o espeto.
- Nossa acho que estou falando grego.
- Não faz mal, dizem que foi lá que tudo virou filosofia.
- Venham, vamos descer que a chapa já deve estar quente...

Importando do momento a cumplicidade sincera e carinhosa
Seguramos nossas mãos sem embaraços aos olhos benditos
E fazendo par descemos à escada no riso feito escolhidos
Perguntamos em única voz do título ao texto pretendido

A bendita Benedita com voz impostada em tom comercial:

- Ora, crianças...
- Depois de sentir o paladar...
- Não há quem em falsa modéstia resista...
- O que todos querem é criar rótulos...
- Não se importam em mostrar seqüelas...
- Então, vamos dar a César. O que é de César!
- Só que no lugar do louro, vamos usar alecrim.
- E aproveitamos para comer da Lingüiça Quente.

Ramoore


Lingüiça Quente

Ingredientes

1kg de lingüiça “quente” da Porcote
1 galho de alecrim
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de manteiga sem sal

Modo de Preparar
Essa lingüiça fornecida pela Porcote é feita exclusivamente
com carne de lombo suíno e é chamada “quente”
por causa dos condimentos da sua receita.
Tem gosto característico e não é picante demais.
Coloque-a enrolada num espeto quádruplo
e leve à grelha bem quente a uma distância de 30cm do braseiro.
Para que a parte tostada fique uniforme e não com o desenho da grelha,
use uma chapa de ferro sobre as brasas ou até mesmo sobre a chama do fogão.
De qualquer forma o tempo de cozimento é de 20 minutos de cada lado

(por ser uma lingüiça bem grossa). O espeto serve para ela não perder a forma.
Misture bem a manteiga com o azeite numa vasilha pequena
e de vez em quando pincele a lingüiça

com a mistura usando o galho de alecrim como pincel.

Receita preparada e produzida pelo colaborador
Antonio Rocha (Os Gaúchos)


Manual do Churrasco.


Barbaridad tchê!!!!


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