PARANÓIA

 

 

Antes,

era uma vez,

ou outra,

meus pensamentos criavam asas soltas

Em vôos de ilusões amargas

Traziam dúvidas,

encimavam negras nuvens de desamor,

Que o vento da imaginação fazia estourar em meu coração

Firmava,

cada gota,

tempestades de ciúmes e descrença da bonança,

Que viria marcando o fim de um mal,

ou o desequilíbrio de um amor

E eu em reflexos condicionados,

na mente vivida,

de desencontros

Buscava nos pés o alicerce da vida

Andava,

andei em ninhos cheios dos antigos gravetos de esperanças,

Que  por mais que fossem pisados não quebrariam

E se quebrados fossem, transformar-se-iam em novos espelhos

Refletindo ao olhar,

um novo brilho,

um novo caminho,

um novo ninho

Hoje,

meus vôos tornaram-se maiores,

as tempestades cresceram,

Já não existe bonança,

os ventos formando cogumelos de incertezas,

Fazem da imaginação,

um turbilhão de escolhas

Tampouco os pequenos gravetos e espelhos,

continuam a existir,

Agora,

eu rio de mim mesmo,

fiz uma pausa.

Tenho certeza, te amo.

    

Ramoore

 

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