DO PLÁGIO NASCE O ADÁGIO...

 



Como se fora ir à luta em defesa da ilusão agredida
O poeta veste armadura de palavras tolas e cruéis
E sente do peso a amargura do ir em partida
Na busca dos dedos que roubaram os anéis

Como se fora ir à luta em defesa da musa roubada
O poeta veste terno cinza costurado em viés
E sente o incomodo do ir em fúria abobada
Na busca das mãos que ocultaram os pés

Sem encontrar rastros esquece da ilusão e mata
Quem levando os anéis deixou no ar um cheiro
De ausência esquecendo do tempo a data
O poeta então acorda se torna livre e matreiro

E sem gritar ao mundo quieto sem chorar o plágio
Ri com os olhos sente no peito aberto o coração
Sem roupas e armaduras desprezando o gládio
Segura a pena apenas para deixar fluir a emoção.

Ramoore

 

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