DANÇA INTERIOR



Sentindo fluir a mente em acordes diversos,
buscando o único vôo celeste
Que no vértice do funil opaco,
de um azul indefinido,
traz a calmaria
Deixo o branco de minha alma desgovernada,
fugindo do lugar comum,
Pousar,
no verde de meus sonhos imortais,
encontrando você
E de mãos dadas,
correndo entre nuvens,
buscando o amarelo do sol,
Fazendo no cetim vermelho de nossas almofadas,
marcas de amor
Que transformam configurações eróticas
em realidades aspiradas,
Por almas que teimam em deitar juntas,
em único espaço e tempo
De corpos iguais,
completamente iguais,
sem sexo,
fazendo sexo
Sempre no mesmo compasso,
sem ritmo marcado,
ou passo ensaiado
Mas, tendo no céu,
o mesmo número de estrelas,
sabendo contar, cuidar,
Chegar no paraíso de nosso gozo,
sem alarde, bem de mansinho
E sem levantar poeira, ou calçar chinelos,
voltamos a dançar
Ouvindo no arco-íris de nossos olhos,
as cores provocadas e provadas
Que tornam a opção de nossas vidas em vitrais,
que espelham cicatrizes,
Tornando o vôo mais seguro,
sem planos novos,
apenas,
voando.

Ramoore

 

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