CAMINHOS
 
 
 
 
 

        
 

        
Procurando criar ilusões 
e apagar dos pensamentos,
realidades passadas em desamores
Liberto da mente,
mágoas e angústias,
que imitando da vida,
sonhos,  ou fantasias do orgulho,
Teimam  fazer falsas carícias em camas separadas,
sem estrelas, e em vazias noites, sem orvalho
Com os lábios secos e as mãos ásperas
de corpos ultrajados no escuro encontro do pudor
Fugindo de conhecidos instintos da realidade,
volatilizando a intuitiva busca da troca em vida
Deixo fluírem asas na imaginação 
sempre crescente para o amanhã,
em caminhos sem atalhos
Para outros pés descalços
em apoio frágil  da igualdade não encontrada,
sorrio e fecho os olhos,
Caminho sem pisar na areia, evitando pedras,
sem apagar os rastros  da eterna volta prometida
Sentindo da certeza de estar de bem com o mundo,
em guerra contrária às máscaras, sem autuar
Nasce o doce sabor da conquista íntima,
da espera em reflexão, 
do brilho em seus olhos  no espelho
Mostrando em cada fio prateado de nossos cabelos,
verdades divididas entre o azul e o vermelho
Esperanças e construções separadas
do arco-íris de nossas almas soltas no tempo,
perdidas no ar
Encontrando sutil marco de nossas vidas
no beijo único de nossos lábios úmidos,
com cheiro de amor
No infindo ato sem retratos,
ou molduras com telas comuns de imagens repetitivas,
sem empecilhos
Volto a andar,
deixando os pés seguirem em meias do frio medo,
sinto tremer o corpo sem trilhos
Em linhas de pensamentos diversos,
lágrimas solitárias renascem,
explodem o peito,
fazem dor.

 

Ramoore

 

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