CULTO, OU ÉPICO DE   1 + 1 = 0
 
     
Tramas, sutilezas,
ultrajes em carícias iguais em contato de seres,
Que dividindo o mesmo espaço,
fazem amor como se fossem  deuses
Cultuados no mesmo altar,
deleitado com oferendas multicolores,
Sem potes de ouro  em arco-íris
inspirado em pudores e deslizes
Incensando em espirais,
mãos que provocam o ar
em arte e trejeito,
Sem buscar,
ou fazer do mistério,
marcas para o futuro em mãos unidas,
Fazem com os pés,
caminhos conhecidos dentro da alma,
perto do peito
Que mantendo a mesma cadência marcial,
mostra em trilhas já conhecidas
Traduzindo da arte do bem querer,
encontros na procura,
formando pares
Com as mesmas formas delineadas,
com curvas próprias na mesma realidade
Contrastada em interiores diversos,
sem versos  em falsos e frágeis patamares
Descem a escada,
quando na subida
os degraus se fazem sem cumplicidade
Acreditando no comando instintivo
da distinção de espécie fora da espécie
Em grupos,
com os mesmos desejos,
com as mesmas e iguais formas delineadas
Fazem em tramas do mundo dividido,
o escárnio assumido,
sem divisão, ou série
Nascem em sutilezas,
que  falsos carinhos demarcam  e criam fronteiras,
divididas.

Ramoore

 

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