INFINITO



Sem receios, deixo a mente solta
em única busca da verdade, sublimando
Em fios de compreensão,
procuro tecer em versos da vida frágil, a fortaleza
Fluindo entre névoa de desencontros
provocados em opção de falsa realeza
A sobrevivência se faz fraca,
oprimindo a  razão do viver em vida, marcando
Sem dores físicas,
divago em mil formas de expressões conhecidas, 
entre cruzes
De encruzilhadas comuns aos dias passados,
marcos simbólicos para um futuro
Escrito em diário íntimo de alma,
eternizando em floreios de realces, no escuro
Evitando o confronto de  contrastantes afinidades,
encontro cores, enxergo luzes
Sem tirar as roupas,
despindo do orgulho a vaidade do saber,
fica tudo em unidade
Não fugindo a proposta de fazer parte,
pertencer ao mundo na fé dividida em crenças,
Firmando em passos seguros do caminho a percorrer
nas ilusões criadas,
esperanças
Do silêncio guardado em discreta penitência,
sem cárcere privado, junto a realidade
Sem receios, tenho certeza do encontro,
da volta a saudosa
Unidade Em Luz Infinda
E degrau por degrau,
sentindo um por um dos dissabores,
dos amores,
lavando máculas
Em lágrimas interiores,
lembrando  sonhos coloridos,
crismados em lendas,
feitos fábulas
Vencendo a correnteza,
alicerçada na bem aventurada escolha,
minha procura finda.
 

Ramoore

 

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