Rosas Lutuosas de Maio


Em meio do desmaio com sentido
Na angústia consequente no diário
Escrevo do íntimo ofendido
No poeta perecer feito sacrário

Na palavra em lavra esquecida
Da artimanha leiga no Estado
Do um mais um da dita merecida
No chão cansado de ser maltratado

Perco da rosa o vermelho no luto
De tantos canteiros das flores em cruz
Nas lágrimas postas como produto

Reencontro da mídia prepotente
Em pasquim fulgente no cristal sem luz
Chamuscar o alerta no fim inocente

De mais um botão que sonhou ser rosa!
 

 

 

Ramoore

 

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