MAGIA

Sem olhar para as linhas das mãos,
brincar com conchas
E apagar a chama em restos de café,
deixo para o calor
De meus desejos,
a mente construir na perfeição sem cor
Comum aos dias de amar,
libertando da alma os estigmas
Preconcebidos na opção de vida,
sem olhar para os lados
Marginalizados em outros olhares,
que buscam criar falsas
Ilusões de dogmas no encontro de corpos,
em vôo sem asas
Que etéreas conclusões
firmam desvios a serem evitados
Sem gritar ao mundo dividido em guerras
de fome e dores,
Onde deixar a realidade nascer serena e em paz,
é agredir
Aos deuses e homens sem pecados originais,
é criar flores
Sem falar de aromas,
sem viver e da vida voltar sem partir,
Conhecer do corpo
as carícias mal queridas em máculas
Sempre presentes a cada toque
de olhos fechados no escuro
Dos devaneios a dois,
que fazem crescer sem criar em celas,
Aprisionando na angústia do peito,
vidas iguais para o futuro,
Sem tirar do bolso
as moedas de igual valor em toda verdade,
Olho para o arco-íris de meus sonhos,
renasce na alma, o calor
A ser cúmplice do marginal coração
que comanda e faz a vontade
Da cigana de olhos azuis,
cabelos negros,
que me falou do amor

 

Ramoore

 

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