SUBMISSÃO
 

Olho para os dias passados,
procurando entre lembranças eternizadas,
encontro marcas distintas
Que faz em vermelho o brilho de meus olhos,
trazendo ao branco da face
o desencontro do pudor
Em transfigurações da saudade de seus braços
e do peso de seu corpo,
minha alma chora sem dor
Criando em ilusões,
mil formas de preencher nossa igualdade passada
entre mil aquarelas e tintas
Sem vernizes,
tento traçar na tela,
o realce da vida a dois iguais seres
que sem a preocupação de somar,
Dividiam sem contar,
ou fazer contas dos resultados sentidos
no toque de cada palavra dita em carinhos,
Sentida na busca única do prazer contido
e incontido no prazer
de estar em paz com o corpo a volatilizar
No azul dos sonhos de amantes perfeitos
no encontro do etéreo vôo sensual entre flores,
sem espinhos
Rolando no verde de aspirações trocadas,
lágrimas vividas na verdade
das emoções escondiam anseios,
Trapaceando com destino,
fugiam ao jogo de cartas marcadas,
criando com sutileza a cumplicidade
Do sorriso matreiro,
iniciando em novos jogos de amor,
provocando o corpo, sem rifar, ou fazer rateios
Sem medo da troca de chinelos, 
tropeçar na escada,
quebrar o cinzeiro, trocar de lado, 
criar competitividade
Apenas,
estar de  bem com o cio de nossa paixão,
vivendo com o mel e o fel 
de nossos lábios ardentes
Sem meios sorrisos,
ou olhares baixos e desencontrados,
sem fugir novamente da verdade tão minha e sua
Deixar ao vento,
as dúvidas e falsos anseios de anormalidade
imposta  pelos precursores  frios e decadentes
Que na solidão de suas almas
escondem desejos,
mitificam o sexo na dualidade contrastada
da pele nua.

 


Ramoore

 

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