SUTILEZAS
 
 

        
 
Sem contar estrelas,
voar no céu desvairado 
de meus loucos anseios,
Faço de conta 
que a cigana acertou
na troca de moedas 
por ilusões
E  realidades  
não ditas,
mas que em cicatrizes 
lembram emoções
Revividas a cada instante,
a  cada olhar  encontrado 
em olhos alheios
Sem esconder do sol,
o brilho de seu sorriso
na magia de outros sorrisos
Na  sombra de recordações,
encontro o calor 
de seu corpo em carícias
De outros corpos,
sempre iguais em toques
cadenciados nas noites frias
E  programadas entre 
quatro paredes escuras,
com cheiro de improvisos
Sem carinhos,
sinto tremer a alma machucada
na volúpia provocada em dor
E obedecendo aos pés,
um após o outro,
volto ao caminhar 
trôpego em ruas
Desertas 
nas esperanças perdidas,
nos sonhos antigos 
e em marcas nuas
Sem acreditar na ausência ,
evitando fantasmas,
ou tropeçar  no desamor,
Levantando dos ombros
o olhar da procura  no céu
dos amantes eternizados
Renasce 
o óbvio da continuidade
na vida de amores
presentes e passados.


Ramoore

 

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