Eu, hem! Rosa...


Acordei de olhos negros, borrados
Do rímel da noite passada no calor
De tantos pés e braços dançados
Na troca de ritmos, o calo em dor

Sem a bandagem perdida no salto,
Lembrava de contrações perdidas
Em falsas alianças no sobressalto,
De amigas da noite, não iludidas

Pelo olhar do rufião pretendido,
De ombros largos, calça apertada,
Que apertando pedia do escondido
No decote aberto ao tudo e nada

Não deixando de sentir dos lábios,
Ainda úmidos das pernas trocadas
Na troca de valores com otários
Do falso gemido a cada estocada...

Olhei o espelho, o corpo em tesão
Procurando do borrado, a formosa
Encontro o olhar macho do negão
Acho que eu sonhei!

Eu, hem! Rosa...




Ramoore

 

 

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