Ufano, ou Espartano?




Sem levantar os panos dos enganos
Procuro da gentil astúcia fugir
Evitando do ardil no profano
Deixo no silêncio da arte porvir...

Sem descer do salto em salto alto
Ouço vozes roucas e ronronantes
Fazendo plágio no adágio contralto
Da soprano e do tenor distantes...

Sem proclamar do aclamar infinito
Fico conversando com os meus botões
Trocando casas do dito não dito..

Sem subir céus dos deuses endeusados
Em rimas de floreios feitos de bordões
Rio e choro dos versos não poetizados...


Ramoore

 

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