Espera...




Igual artesão com mãos em antanho
Encontro à forma do tempo presente
No toque de pé com pé me assanho
E moldo de modo meio persistente

Imitando de falsos descaminhos
Do tempo trazer desejos sem pejo
Na pele em fita de pergaminhos
Conto da vontade correr sobejo

Freio do frio ressentido na espinha
E espio dos olhos olharem desdém
Meio sem graça da graça tão mesquinha

Não desisto e insisto do risco
Sorrindo e contando de meus vinténs
Aperto e abraço do petisco!!!

Ramoore

 

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