Espinha na Garganta




Acordei atravessado na cama
De modo meio estranho assim de viés
Do grito de como quem ladrão chama
Levantei confuso trocando dos pés

Corri ao espelho embaçado de pó
Meio amarelo do reflexo posto
Com olhos negros e vestidos de dó
Soprei da imagem recriar um rosto

Dos dedos fazendo rodar contorno
Evito sentir da pele desperta
Atesto da testa nascer adorno

No fato nunca acontecido antes
Reconto de forma quase liberta
Do tropeço de tuas pernas distantes!

Ramoore

 

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