Avelino  queria voar

 

 

 

 

 

Era um menino esperto, pequenino

o seu nome era Avelino,

 ele queria voar,

 também, que nome foram inventar.

Ficava horas vendo os passarinhos voarem.

 Adorava ver as  suas acrobacias no céu. 

 Ficava imaginando estar voando.

E ria do susto que todos iriam levar,

quando no céu enxergassem o Avelino a voar...

 Precisava de asas, os passarinhos  tinham asas, por isso voavam.

Começou a fazer umas asas, com tiras de papel 

e colou  várias folhas de  jornal, juntas,

 tinham que ser fortes,

 depois foi colando as tiras como se fossem  penas ,

 ficaram muito bonitas

 pareciam firmes e fortes .

 Fez até alças para colocar os bracinhos. 

O seu primeiro vôo  foi de cima de um murinho,

era bem esperto e  levado o Avelino,

bateu suas asas,

pulou,

pulou,

mas, não voou.

Continuou tentando não era de desistir fácil,

 pulou e bateu suas asas até que as folhas foram rasgando e se descolando.

Então ele  pensou, ainda bem, que não estava voando,

senão o seu tombo ia ser feio,

 e a mamãe ia ficar preocupada.

Da próxima vez, pensou o Avelino,  vou fazer asas de papelão e pano,

é melhor e assim não  rasgam .

Pegou umas caixas de papelão e uns pedaços de panos  e começou a trabalhar ,

 foi difícil, demorou, vários dias ,mais conseguiu terminar.

Agora, era escolher um lugar bem alto

para dar impulso e voar .

Pensou, pensou  e  lembrou do morrinho  que tinha ali pertinho .

Correu para lá, olhou lá de cima,

deu um friozinho na barriga,

um arrepio,

 mas ele era corajoso ,

e ia conseguir pular.

Ajeitou as alças das asas.

Correu pra lá ,

correu  pra cá,

era preciso ensaiar o vôo.

Afinal, os passarinhos não nascem sabendo voar.

  Mas não tinha importância ,

de tanto ver os passarinhos voarem ele tinha aprendido...

Sabia  até a fazer acrobacias,

e outras ele ia inventar.

Tomou  coragem se arrumando na beira do morrinho,

olhou  lá para baixo,

 via tudo tão pequeno.

É melhor não ver,

pensou,

 vou fechar os olhinhos,

 é só até pular,

 depois eu abro quando estiver voando.

E ali ficou, sentindo o vento em suas asas abertas,

 esperando o vento mais forte,

 ao pular o vento ia  ajudar e carregar ele  bem alto...

De repente, sentiu que alguém o agarrou

 e o prendeu forte em seus braços.

Era a mamãe de Avelino,

 que o abraçou e perguntou.

O que é isto, meu filho, você quer se machucar?

E Avelino, abrindo os olhos,

sentiu a bobagem que estava fazendo

e disse a sua mãezinha;

eu só queria voar como os  passarinhos!

A mamãe do Avelino ficou séria e disse:

Bem, meu filho, em todo filhote de passarinho nascem asas ,

 e tem a mamãe deles pra ensinar. 

Você  é um bom menino, eu vou te ensinar.

Meninos nascem para andar

Por isso não podem voar.

Só se for de helicóptero ou avião ,

com asas de mentira você não sai do chão!

Mas se querer muito mesmo voar,

 voar de  dia, ou de noite,

 quando for dormir, ou acordar,

é só ficar quietinho, pensando...

Feche os olhinhos,

 é só imaginar...

Com o pensamento você voa alto,

 vê morros, rios e colinas

Voa alto,

 voa rasteiro,

 rodopia,

faz piruetas...

Não precisa de asas para voar.

Deus te deu dois presentes,

a razão e a ilusão.

Use a razão para aceitar a sua realidade,

E deixe na ilusão o encanto de poder voar.

 

Ester Moore

 

 

 

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CANTINHO DA RITINHA