Janela do tempo.



Penetra nobre luz, suavemente

atravessa o buraco da janela

invadindo o medonho quarto escuro...



Rosto pálido, soluça a sibila,

olha às paredes; arrependida:

(No passado aportou negro futuro...)



O futuro chega a cada segundo:

“Pelos buracos o tempo escorrendo,

rumo ao nada segue desvanecendo...”

(Homem hipócrita, profano, imundo...)



O futuro é estranho, profundo;

Quem o rondou caminha perecendo

sobre espinhos no enigma tremendo;

(- O amanhã cabe ao “Criador” do mundo!)

 

Mário Vign

 

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