Soneto Perfeito?



Da falsa razão aceito o desafio
Sem pensar da alcova feito tédio
Na ausência do par desfeito solo
Estéril na troca agre do dolo

Consciente de ser réu no prelado
Sacro de leigo eleito do fardo
Plantado na palavra poética
Livre e solta ao ar da tal ética

Deixo a emoção fluir ao decompor
Da alma os versos sem provocar a dor
Da solidão na espera do poema

Na troca entre o deslizar da pena
Lembro vulto visto ao parapeito
Olhando da lua o querer perfeito.
 

Ramoore

 

 

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