Estórinha da Tia Brasiliana




Sentada na beira não sei da cura
Olho de olhos fechados à carruagem
No som de cascos ouço da ferradura
Marcando do disparo à coragem

Corro sem pés a firmar do descaso
Em passos adiante da boa vontade
Vejo do vulto franzino o acaso
Na soma dos dias lembro paridade

Volto do olhar sem enxergar da cisma
Escolher da semente no cultivar
Do solo encontro do olhar de menina

Conto da bruxa solta colher maçã
Com fome sem liberdade de cantar
Tolices ditas do alto de um divã.

Ramoore
 

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