Evidências da desconfiança...

 

 

Surgem do nada para o nada anunciar

De tudo para todos em formas do azar

Prenunciado em ato ao desacato sutil

De entrelinhas ocultas de modo gentil

 

Gentilmente vestido de falsa modéstia

Com ar da servidão em troca da hóstia

Não consagrada ao infiel ser precário

No conhecer da divisão real o agrário

 

Em terras invadidas toma assentamento

Do campo arado faz nascer o tormento

No culto insano de uma mente doente

Tira do verde campo a vida na nascente

 

Sem tempo para sentir da dor provocada

Justifica da reação a ação mal apregoada

Sentencia com o ego carregado de louvor

Esquece da razão descarga de seu desamor

 

Segue adiante na procura de novo encontro

Precisa medir das forças provocar confronto

Sentir no acaso do caso na curva do destino

Dobrar joelhos e nas mãos chorar desatino.

 

Ramoore

 

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