Medo


Sem fingir do poeta fingir destemor
No escuro do peito preso na lua
Da apreensão ressentida na luz da rua
Em vultos que teimam esquivar da cor

Feito pálido semblante embriagado
Do andar confuso no riso sem o siso
Feito sem asas no vôo final do Juízo
Perdido nos sonhos de desabrigado

Ao léu caminho no céu da solidão
Em desgarrada fuga programada
Na mágoa sinto da vida assombrada

Pelo grito perdido perco ilusão
Retiro de minha verdade por inteiro
Nas poucas migalhas do parco dinheiro!

 

 

Ramoore

 

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